Dicas de Saúde:

- A GINECOLOGIA

 É a especialidade na medicina responsável por cuidar da saúde das mulheres desde pequenas até a melhor idade. Desta forma, mesmo quando criança, ao detectar um problema ginecológico de qualquer ordem deve-se procurar ajuda de um ginecologista de sua confiança. E mesmo que a mulher se sinta bem, é sempre importante a visita ao ginecologista 1 vez ao ano para que sejam feitos exames de rotina, pois muitas doenças graves podem ser detectadas nestes exames.

- A ADOLESCÊNCIA

É um período de muitas mudanças, com rápido crescimento até que venha a primeira menstruação. O surgimento de características de adultos e o início das menstruações pode gerar dúvidas e ansiedades tanto na adolescente como nos pais. Na consulta ginecológica muitas destas dúvidas serão sanadas, ajudando a diminuir desta ansiedade.

- A MENOPAUSA

Também é um período de grandes mudanças na mulher. Ela se inicia normalmente entre os 40 e 60 anos, não tendo data ou idade pré-estabelecida, podendo surgir a qualquer momento neste intervalo. Em casos raros poderá ocorrer antes dos 40 anos. Este período consiste na perda da capacidade de gerar filhos de forma natural e pode vir ou não acompanhada de vários sintomas, tais como fogachos (calores seguidos de frio intenso), irritabilidade, insônia, redução do metabolismo e com isso o ganho de peso, dentre outros. Mas, tais sintomas podem ser minimizados de forma personalizada pelo ginecologista. Sendo assim, ao iniciar este período, a mulher deve procurar um ginecologista de sua confiança.

- O EXAME PAPANICOLAU OU SIMPLESMENTE PREVENÇÃO

É um exame que deve estar presente na vida das mulheres que já tiveram relações sexuais, estando ativas ou não. Cada vez mais há estudos que comprovam a eficácia deste exame. Sua importância se encontra na detecção precoce do câncer de colo de útero e muitas vezes detectando lesões pré-cancerígenas. Ele permite a ação rápida e cura até mesmo antes do câncer surgir. Além disso, pode-se durante o exame suspeitar e tratar infecções vaginais como tricomoníase e candidíase.

De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero lançadas pelo Instituto de Câncer - Inca em 2011, devem se submeter ao exame mulheres até os 64 anos, salvo exceções apontadas pelo ginecologista.

Recomenda-se que este exame seja realizado anualmente, mas caso haja alteração em seu resultado, novos exames podem ser solicitados em períodos inferiores.

Para obter uma boa eficácia do exame, a mulher deve adotar os seguintes cuidados básicos 48 horas antes:

# Não usar creme e/ou óvulo vaginal;

# Não utilizar ducha na região e não fazer lavagem interna;

# Não realizar exame ginecológico com toque;

# Não realizar ultrassonografia transvaginal e/ou ressonância magnética da pelve;

# Não estar menstruada, e nem próximo do período menstrual;

# Não manter relações sexuais, com ou sem uso de preservativos.

Ao realizar o exame com seu profissional de confiança, a mulher estará certamente menos susceptível ao câncer de colo de útero e outras doenças graves.

 - O PRE-NATAL

Esta atividade consiste no cuidado dado a gestação por um profissional capacitado e preparado. O Pré-Natal deve iniciar antes mesmo da gestação. O objetivo dessa avaliação inicial conhecida popularmente por consulta pré-gestacional, é a avaliação da saúde da futura mamãe.

A Consulta Pré-Gestacional apesar de ser importante, antigamente ela era negligenciada por muitas mulheres. Hoje há significativa preocupação por parte das pacientes em realizar esta consulta visando avaliar sua saúde até mesmo antes de iniciar a tentativa de engravidar. Após exames laboratoriais, a paciente será orientada de forma individualizada.

Neste momento aproveita-se para iniciar o uso de medicação que contribui para reduzir o risco de malformação fetal e fornecer orientações importantes sobre vacinas importantes, alimentação e atividade física recomendadas antes e durante o período da gestação.

No início na gestação, a gestante deve agendar uma consulta por mês para orientações, elucidação de dúvidas trazidas pelo casal em relação à gestação e solicitação de exames importantes. Podem ser abordados nas consultas assuntos como a amamentação, o parto e outros temas de interesse da paciente e do seu companheiro.

Chegando próximo ao parto, as consultas vão ficando mais próximas para que o profissional da saúde avaliar e diagnosticar o andamento da gestação. Normalmente no último mês será agendada uma nova consulta por semana. Nessas consultas além do exame clínico, o profissional de saúde irá dar orientações sobre os sinais de trabalho de parto e de alerta de problemas, para que a paciente e o companheiro saibam quando entrar em contato com seu/sua obstetra ou procurar um Pronto-Socorro.

SÍNDROME DOS OVÁRIOS MICROPOLICÍSTICOS - SOP

A Síndrome dos Ovários Micropolicísticos é uma condição feminina muito comum, mas nem sempre com diagnóstico fácil. Ela pode se manifestar desde a primeira menstruação e se manter por todo o período reprodutivo.

 

Para que o diagnóstico seja conclusivo, pelo menos dois sintomas dentre os abaixo citados devem ser identificados:

 

  • Irregularidade menstrual;

  • Acne e pelos em locais que não deveriam estar presentes em mulheres;

  • Elevação dos níveis de hormônios masculinos no exame de sangue, e/ou

  • Presença de vários pequenos cistos nos ovários ao exame de ultrassonografia.

 

Estas alterações são causadas devido a distúrbios hormonais que podem contribuir para obesidade, infertilidade, risco de diabetes, hipertensão e distúrbios cardiovasculares. O Ginecologista é o profissional mais capacitado para o diagnóstico e orientação no tratamento. Esta síndrome apesar de não ter cura, tem remissão dos sintomas de forma relativamente simples.

 

Apesar de a SOP poder levar à infertilidade nos casos mais graves, a paciente portadora desta condição pode sim manter uma vida normal e até mesmo conseguir engravidar. Basta seguir algumas orientações buscando a mudança no estilo de vida que consiste basicamente:

 

  • Prática regular de atividade física;

  • Perda de peso de maneira saudável e gradativa;

  • Aumento da ingestão de água mesmo nos dias que não praticar atividade física;

  • Aumento do consumo de frutas, verduras e legumes ricos em fibras, dando preferência à ingestão sempre que possível com casca;

  • Redução gradativa da ingestão de açúcares, principalmente os brancos e refinados.

  • Redução e controle da ingesta de carboidratos principalmente os brancos na dieta, dando preferência aos carboidratos integrais por serem mais saudáveis devido ao baixo índice glicêmico.

 

Todos estes detalhes da alimentação podem ser melhor esclarecidos pelo ginecologista com o auxílio do nutricionista de sua confiança.

- A ATIVIDADE FÍSICA

A prática de exercícios físicos regularmente é de suma importância para a saúde física e mental do ser humano. Recomenda se a prática no mínimo 3 vezes por semana com duração média de 1 hora por dia para mantermos um corpo saudável e apto às necessidades cotidianas.

Durante a prática dos exercícios além de outras coisas, nosso corpo produz a serotonina que é o hormônio do prazer. Este hormônio é o mesmo que as medicações ansiolíticas e antidepressivas forçam o corpo a liberar. Desta forma, a prática de atividade física auxilia na melhora dos sintomas ansiolíticos e antidepressivos por atuar de forma semelhante às medicações, mas com os benefícios de se manter o corpo ativo fisicamente.

 - A PACIENTE EM TRATAMENTO COM MEDICAMENTOS ANSIOLÍTICOS

Paciente cujo quadro tenha sido diagnosticado como depressivo e que já toma regularmente medicações, ao começar a atividade física, não deve reduzir ou parar com suas medicações. Ele deve continuar com o tratamento embora se sinta bem melhor, mas a redução de quantidade ou suspensão da medicação só deve ser feita pelo profissional que a receitou.

Outra vantagem dos exercícios físicos realizados frequentemente em pacientes acima dos 40 anos é que a partir desta idade estas mulheres entrarão menopausa. Estudos mostram que mulheres que já praticam atividade física antes da chegada da menopausa sentirão poucos ou quase nenhum sintoma.

Associado a isso temos também a proteção dos ossos dessas mulheres esportistas, evitando assim a osteopenia e a osteoporose. Caso já exista alguma dessas doenças, os exercícios irão auxiliar na melhora e proteção dos ossos. Nestes casos os exercícios recomendados são os de impacto tais como musculação e pilates.